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Saber Estar

Querubim

01. Reverie

«Esta canção é muito especial para mim. O instrumental é de janeiro de 2018: comecei por programar um loop simples e lento de bateria, depois fui acrescentando várias camadas de sintetizadores, gravei a linha de guitarra do refrão e terminei adicionando as subtilezas que se ouvem nos momentos em que a bateria desaparece. No início de 2020, estando a preparar o corpo do álbum, decidi utilizar o então instrumental como faixa de abertura. Já tinha tomado essa decisão quando me ocorreu escrever uma letra e acrescentar voz. Foi isso que fiz e, assim, a canção estabeleceu-se definitivamente no primeiro lugar do alinhamento.»

02. Toca E Foge

«Esta canção, de março de 2019, é um marco na minha vida e proporcionou-me muitas coisas boas: entrou no disco dos Novos Talentos FNAC 2019 com uma menção honrosa e levou-me a subir a um palco pela primeira vez, no mesmo ano, na final do concurso Nova Bandas da Universidade Nova de Lisboa. Além disso, foi a primeira canção que partilhei abertamente, tendo muitos dos meus amigos ficado a saber que fazia música a partir daí. Fiz a primeira metade num dia e a segunda noutro, em ambos os casos primeiro o instrumental e depois a voz. Ao longo do tempo, percebi que a canção é absurdamente catchy para as pessoas. Cola-se como uma lapa. E a música pop é isso.»

03. Canso

«Esta canção deu-me muito trabalho, escrevi três letras diferentes antes de acertar e passei horas a fio a gravar e misturar as vozes. Foi um ótimo pretexto para fazer um videoclip: acabei por gravar os meus gatos durante dois ou três dias e criar algo a partir dos momentos que apanhei. É sobretudo isso o que realço desta canção, porque sei que no futuro, quando regressar a este videoclipe, vai ser difícil não sentir uma saudade profunda e sei que vai haver lágrimas à mistura.»

04. Dezembro

«Nesta canção descrevi o meu lado da história. A canção é de algures entre março e junho de 2019.»

05. Fizeste Bem

«No Dia da Criança de 1 de junho de 2019, propus-me a compor algo dentro da temática do infantil. Nessa altura, escrevi boa parte do que viria a ser esta canção. A letra é na forma de uma mensagem para mim em criança. Em setembro de 2020, compus a letra que corresponde ao segundo refrão, fiz algumas alterações àquela que já existia e acrescentei os sintetizadores. Foi a última canção a entrar no alinhamento e uma das que foram recebidas com mais entusiasmo.»

06. Interlúdio

«Esta é uma faixa que compus em outubro de 2019 e que, pela sua leveza e simplicidade, escolhi para interlúdio do álbum.»

07. Jardim da Luz

«Parte de mim sempre quis fazer uma canção que, exclusivamente pela sua honestidade e beleza, mudasse o sentido do coração de alguém para uma direção que me interessasse. Esta canção fez-me perceber que isso, se não impossível, é pelo menos muito difícil.»

08. Lua/Maior

«Esta é uma das canções que eu e a banda mais gostamos de tocar ao vivo. Repesquei o instrumental desta canção (do fim de 2018) no início de 2020, compus a segunda parte e escrevi e gravei a letra para as duas partes. No momento de escrever a letra, procurei um tema diferente e acabei por virar-me mais para mim, para a minha cabeça.»

09. Mais Um Sol

«Esta é uma canção que me é muito querida. Além de pertencer ao conjunto das primeiras canções que escrevi em português e de que gostei mesmo, também é uma das canções que mais me diverti a compor: fi-lo em janeiro de 2019, de rajada, começando-a num dia e acabando-a no dia seguinte.»

10. Epifania

«Esta foi a primeira canção que fiz com uma letra em português. Também foi a primeira canção que quis divulgar e partilhar com alguém: mostrei-a aos meus pais, à minha irmã e a quatro ou cinco amigos. Para um miúdo tímido de 17 anos, foi importantíssimo perceber que era viável utilizar a minha voz e, mais, utilizála na minha própria língua.»

11. Saber Estar

«A faixa que encerra o álbum é de junho de 2019. Dá o nome ao trabalho por refletir bem o espírito da época em que fiz o disco: um período de crescimento e descoberta e também de trauma e perda de inocência. No fundo, o pacote completo de se ser pessoa. E, às vezes, um álbum, uma pintura, uma produção artística, não são senão isso: um grito de “Eu também sou pessoa”.»


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