galgo banda

Os Galgo largaram-se à partida em 2011 e ainda correm. Já este ano, lançaram o single Panca Espalha e continuam a causar sensação entre o público português.

Começa a corrida...

João Figueiras (25 anos, guitarra-baixo), Joana Batista (25 anos, bateria); Alexandre Moniz (25 anos, guitarra), e Miguel Figueiredo (25 anos, guitarra) formam os Galgo. Os membros dedicam-se a part-time à banda, conciliando as suas áreas de formação e ocupações com a música, não deixando a procura da oportunidade para tornar a banda a primeira prioridade, sem pressões, mas sempre na perspetiva.

Conheceram-se todos na secundária de Miraflores, no 12º ano de estudos, iniciando o projeto dos Galgo entre 2011 e 2012. O grupo teve alterações, entrada de membros e saídas de membros, inclusive no caso da Joana Batista, que esteve fora do projeto, mas regressou. O primeiro concerto foi na escola dos pais da Joana ou no Largo do Carmo. O grupo não tem a certeza, mas uma das duas será.

Os artistas de referência comuns à banda são nomes como Metronomy, Chick Chick Chick, Memória de Peixe, Fornadas e também Arctic Monkeys e Franz Ferdinand numa fase embrionária do grupo.

No que toca à sua própria música, a banda reconhece a sua evolução em definir a identidade dos Galgo e o que representam, mas sem ver ainda o fim desse trajeto pela frente. O processo criativo surge com grande espontaneidade, ideias que trazem de casa ou “jams” que se materializam em algo mais, o que reconhecem ser mais demorado e difícil, contudo surge nos momentos mais inesperados e sempre com genuinidade.

 

Na sua musicalidade, os Galgo passam uma mensagem à base das vibrações e do bom espírito que a sua música faz chegar ao ouvinte, com um pouco de “2020 technology” nas humorosas palavras dos próprios, mas acima de tudo uma narrativa de diversão que faça o público dançar.

Há uma evolução clara naquilo que eram os sítios onde tocavam e o quanto cresceram, investindo imenso tempo numa fase inicial. Chegaram aos palcos do NOS Alive em 2016, e foi também nesse ano que conseguiram tocar fora do país. Ficou marcado na memória o concerto no Musicbox, que lhes facilitou agência, permitindo-lhes ir tocar à Hungria.

...e ainda não se cansaram

Nem tudo foi tranquilo no caminho da banda, horários difíceis e má qualidade de som a gravar, escassez de contactos para concertos, tal como o transporte do material. No processo criativo também surgem algumas discórdias, desentendimentos sobre qual rumo dar às músicas, também com a ligação entre o processo criativo e a proximidade pessoal entre os membros do grupo.

Sobre o novo álbum, os Galgo apontam para os singles já lançados - Garras Dadas e Panca Espalha - como bons exemplos da energia e sonoridade do projeto, perspetivando-se músicas de grande duração, com mais sintetizadores, mas, num tom geral, menos “denso e pesado” que o anterior “Quebra Nuvens” e com menos transições dentro das próprias músicas. Concertos futuros ainda não estão definidos, esperando-se anúncios em breve, como seria natural em concordância com o lançamento do álbum.

 

Guimarães tem o coração dos Galgo: é um dos sítios onde mais tocaram e melhor foram recebidos. Já deram concerto pelo país fora mas ainda não estão satisfeitos, querem dar a conhecer o projeto ao resto da população portuguesa. Contudo, a dedicação que conseguem dar ao projeto reduziu, abrandando o ritmo da sua expansão. Os horizontes mantêm-se abertos e o trajeto dos Galgo continua a ser traçado olhando em frente, tentando cativar mais pessoas para a sua música.

Os curiosos nomes das músicas e dos álbuns surgem com a maior casualidade possível, expressões dentro de conversas e até mesmo a partir de coisas comuns - uma caixa de cereais já serviu de inspiração - com pequenas exceções em que é preciso forçar uma ideia. A banda valoriza a proximidade e a ligação com o seu público, tendo como objetivo tocar com o público todo à sua volta, sem palco, para uma experiência mais íntima.


Podes ouvir Quebrar Nuvens grátis no Spotify:


Perfil traçado por Carolina Chora Alves, Daniel Moura Borges, e José Pedro Horta. Fotografia por Ana Viotti, Miguel Gil e Vera Marmelo. Agradecimento especial a Rita Madeira.

20 de Março de 2020